domingo, 11 de outubro de 2009

One more day, one more cry.

Sabe quando tu te pergunta: "mas que raios de merda eu estou fazendo aqui, porra?". É, bem-vindo ao meu mundo atual.
Acordei me sentindo mal de novo. Vomitando, por incrível que pareça.
Liguei pra ele ontem. Chorei aos prantos. Implorei para ele voltar, mas ele já partiu pra outra. Isso parece ser impossível de entrar na minha cabeça. No meu coração, ele ainda é meu, ainda pertence a mim, ainda namora comigo. Não é por acaso que eu ando de aliança nos fins de semana...
Eu vou fazer de tudo, vou trazer ele de volta pra mim.
Vou fazer ele me perdoar, me amar de novo. Vou mostrar pra ele que é ao meu lado que ele merece ficar. Duvido que ele tenha me esquecido tão rápido.
É como disse o Chorão, "difícil não lembrar do que nunca se esqueceu".
Ver a pessoa amada todos os dias sorrindo longe de ti, é complicado.
E ainda por cima, ao invés de agir certo, eu me viro em gritos, xingamentos.
Como eu vou reconquistar ele assim? Só falta uma plaquinha pendurada escrito "LOSER".
E ele deve pensar "haha, you're dead".

Enquanto isso, eu penso "haha, you're mine".

Faz falta, mais do que tudo. :/

sábado, 10 de outubro de 2009

Not only for a moment, but a lifetime.

Hoje eu acordei me sentindo sozinha.
Senti falta das coisas que deixei para trás. Amigos, namorado. Aqueles que transformavam minha vida na melhor coisa existente no mundo. Quem sabe até davam felicidade ao objeto chamado vida. Mas eu joguei fora. Não olhei pra trás, ignorei meus momentos, briguei com o mundo, larguei tudo e segui apenas o que vinha na minha cabeça. Eu fiz errado. No momento, eu imaginava como seria ter uma vida de solteira novamente, já que eu amava tanto alguém e nunca teria me imaginado sem ele. Talvez isso tenha mexido comigo, de verdade. E depois de tanto tempo ouvindo a melhor amiga falar o quanto é bom ser solteira, eu criei uma confusão na minha cabeça.
Sempre foi ele.
Era ele que transformava meus dias, que trazia luz àqueles que eram escuros como a noite. As palavras de conforto vinham dele, do som da voz dele, os beijos mais delicados vinham somente dos lábios dele.
Era sempre ele.
Alguém que fazia meus dias melhores, alguém que eu podia confiar. Alguém para me dizer que tudo ia ficar bem, que nada era por acaso. Alguém para fazer eu me ligar dos meus atos errados, das minhas atitudes imprevisíveis que magoavam a todos. Alguém que me alertava, se preocupava.
E eu ignorava.
Não houve momento em que não fosse ele.
Meus fins de semana, às vezes, eram meramente ridículos. Horas e horas sentados na cama, apenas trocando olhares, beijos, abraços. Mas eram momentos, lembranças que ficavam no ar, olhares que mesmo sem palavras, diziam tudo. Eu acordava todos os dias sabendo que no meio de tanta gente, pelo menos eu tinha a quem amar. E quem me amasse também. Eu cultivava um sentimento, que era recíproco, mais do que qualquer coisa.
Mas um dia as coisas mudaram.
As pessoas começaram a se aproximar, me contando coisas que eu nunca havia parado pra pensar. E foi a partir daquele momento que tudo mudou. Por que eu não ignorei? É o que eu penso até hoje... Eu dei ouvidos. Estraguei minha vida, parti meu coração em pedaços. Me disseram que ele era doente por mim, que eu era como aquela droga, heroína. E que todos os dias era sempre a mesma história, a mesma rotina, minha vida nunca mudava.
Por que isso mexeu tanto comigo?
Talvez porque a rotina, naqueles últimos dias, queria ser mudada por mim. Era o meu maior desejo, bagunçar a rotina, aproveitar momentos diferentes. Ao contrário de ficar em casa, meu desejo era sair para ver o mundo, para conhecer Porto Alegre, tudo ao lado dele.
Mas hoje eu vejo Porto Alegre passando pelo vidro que se encontra ao meu lado todos os dias, e já não tem a mesma graça de antes. Essa cidade perdeu a graça, perdeu o ânimo. Para mim, Porto Alegre só fazia parte de mim enquanto ele também fazia.
Eu não aguento mais acordar todos os dias sabendo que estou sozinha. Ainda me pergunto se um dia ele vai voltar, se eu vou conseguir consertar tudo o que eu fiz de errado. Eu acredito que ele possa me perdoar por tudo que eu fiz, mas acho que talvez ainda leve muito tempo até a minha última tentativa.
Enquanto isso, eu me perco nas palavras, como fiz aqui, molhando meu teclado com lágrimas que caem todo minuto, só de pensar no nome dele.
Roberto faz parte da minha vida, do meu coração.
A vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir.